A alimentação das vacas com soro

O sogro do Sr. Sidnei Rolim, de Paranavaí, no Paraná, costuma dar o soro que sobra da fabricação de queijos para as vacas leiteiras. Sr. Sidnei quer saber se isso é saudável.

O Globo Rural foi buscar a resposta com o agricultor, Marcos Pereira e com o veterinário, Antônio Gama.

As vacas gostam bastante do soro. O uso dele é uma possibilidade interessante na dieta das vacas em lactação

Ele é formado basicamente por açúcar, que é a lactose. O soro tem também um teor de proteínas de ótima qualidade.

Na fabricação do queijo o leite tem que ser pasteurizado e portanto o soro também é pasteurizado o que garante uma boa qualidade microbiológica. Isso é importante para a saúde dos animais. O soro, portanto, pode substituir parte do concentrado da dieta onerando o custo de alimentação.

O doutor Antônio Gama diz que o soro pode atrair moscas. Por isso é preciso lavar os cochos depois de oferecer o produto e fazer um controle caprichado das moscas do estábulo.

Assista a reportagem completa.

Published in: on 19/01/2010 at 2:05  Deixe um comentário  

Revistas

  • Grupo Cultivar – O Grupo Cultivar de Publicações possui quatro revistas técnicas especializadas, todas de circulação nacional: Cultivar Grandes Culturas, Cultivar Hortaliças e Frutas, Cultivar Máquinas e Cultivar Bovinos (lançamento OUTUBRO de 2003). Visite http://www.cultivar.inf.br (Visitas:1787 Nota:5.15 Votos:27) votar neste
  • Milk Bizz – Revista especializada, com artigos técnicos disponíveis para download (Visitas:1608 Nota:0 Votos:0) votar neste
  • Revista Panorama da Aqüicultura – A Revista Panorama da Aqüicultura, é uma publicação brasileira voltada exclusivamente para quem se dedica aos cultivos aquáticos. (Visitas:1248 Nota:9.00 Votos:2) votar neste
  • Revista Pesquisa Agropecuária Brasileira – A maior revista científica do país sobre pesquisa agropecuária agora está na internet, com publicação integral. Permite consulta aos artigos de todas as revistas apartir de janeiro de 1997, através de palavra chave. (Visitas:1939 Nota:9.00 Votos:6) votar neste
  • Revista Safra – Revista do Agronegócio do Centro-Oeste do país. Conteúdo completo na Internet. (Visitas:1647 Nota:7.17 Votos:6) votar neste
  • Revista Saude Animal – Revista que trata de assuntos referentes a saúde animal, além de ter uma coleção de links relacionados a área. (Visitas:1784 Nota:8.60 Votos:5) votar neste
Published in: on 19/01/2010 at 1:50  Deixe um comentário  

Sistema de marcação dos machos na estação de monta

O sucesso na criação de animais de produção depende do bom andamento de vários fatores, como: manejo nutricional, sanitário e reprodutivo, além da administração e gestão do sistema como um todo. O importante é buscar o equilíbrio entre esses fatores, em cada situação. Não existe uma regra fixa para todas as situações e condições. Portanto, para se atingir o equilíbrio é importante ter domínio de cada fase, com anotações precisas e corretas. Assim, a gestão permite descobrir onde estão os problemas que exigem soluções mais rápidas e como intervir de forma a aumentar a produtividade do rebanho e como conseqüência buscar incremento nos lucros. Neste sentido, iremos apresentar informações que auxiliarão no manejo prático da estação de monta com objetivo de intensificar a eficiência reprodutiva do rebanho.

A estação de monta é uma prática de manejo de baixo custo e de aplicação relativamente fácil que permite maximizar a eficiência reprodutiva, concentrar e otimizar a mão-de-obra do ciclo produtivo e ainda, possibilita maior homogeneização e disponibilidade de lotes de cordeiros de forma a atender as demandas de mercado. Assim, para a escolha do momento adequado à realização da estação de monta deve-se considerar o objetivo da exploração (leite ou corte), a época do ano mais favorável para as coberturas e principalmente, ao terço final da prenhez e ao nascimento das crias. Dessa forma, devem-se ponderar as características climáticas, a disponibilidade de alimentos, a estacionalidade reprodutiva dos animais e as necessidades de mercado. O número de estações de monta a serem realizadas ao longo do ano pode ser aumentado de forma a intensificar a eficiência e produtividade do rebanho, pela redução do intervalo entre partos.

A duração da estação da monta varia entre 45 – 60 dias, e as técnicas de acasalamento utilizadas podem ser monta natural, monta natural controlada e inseminação artificial. O controle zootécnico adequado é possível quando se adota uma das duas últimas técnicas citadas, permitindo a identificação e o monitoramento das coberturas.

Práticas de manejo como o sistema de marcação dos machos auxiliam no controle zootécnico reprodutivo dos animais em estação de monta a um baixo custo e fácil manejo. Esse sistema consiste na colocação de buçal marcador ou mesmo uma mistura com graxa colorida no peito dos machos. Essa prática pode facilitar o manejo, já que não requer que os animais sejam manejados diariamente, sendo apenas necessário revisar periodicamente a integridade do buçal marcador ou ainda repor à graxa de marcação. Assim, o sistema permite a identificação das fêmeas que manifestaram estro e as montas ocorridas, facilitando o monitoramento e controle da reprodução.

Em estação de monta que se utiliza a monta natural controlada, o emprego do sistema de marcação dos reprodutores permite o controle básico dos acasalamentos, de modo a gerar informações como a identificação das fêmeas mais férteis e fêmeas não prenhes, possibilitando o descarte controlado e a previsão de partos, resultando em uma maior eficiência reprodutiva futura. Além disso, o sistema de marcação pode auxiliar na identificação da paternidade das crias, pois, apenas fêmeas marcadas com a cor empregada durante a cobertura pelos reprodutores podem ter filhos destes.

Na estação de monta em que se utiliza a inseminação artificial, um dos maiores obstáculos é a observação de estro, já que mais ou menos 50% das fêmeas em estro não são identificadas pelos observadores. Assim, o uso de rufiões facilita esse manejo, além de intensificar o percentual de detecção das fêmeas em estro. Com o emprego do sistema de marcação dos rufiões essa identificação é ainda mais facilitada, de modo que, com apenas duas ou três rápidas observações do lote ao longo do dia, pode-se identificar as fêmeas que estão em estro, ou seja, aquelas fêmeas que aceitaram a monta e ficaram marcadas com a tinta do rufião. Desse modo, permite-se a determinação do momento ideal para a realização das inseminações artificiais. Lembrando-se que essas devem ser realizadas 12 horas após o início da aceitação de monta, ou seja, fêmeas observadas em estro pela manhã devem der inseminadas pela tarde e as que manifestaram estro pela tarde, inseminadas na manhã do dia seguinte.

O sistema de marcação dos reprodutores ou rufiões pode ainda ser realizado com a substituição das cores do buçal marcador ou das graxas de forma sistemática. Assim, a cor da tinta usada deve ser trocada a cada 15 dias, devendo-se selecionar uma seqüência de cores da mais clara à mais escura, de modo a evitar a sobreposição de tintas que possam prejudicar a identificação das cores caso uma fêmea seja montada repetidas vezes e fique marcada com várias cores. Um exemplo de seqüência de cores a ser usada é: amarelo – verde – azul – vermelho, conforme apresentado na Figura 1. As cores devem ser selecionadas considerando a coloração das pelagens ou lãs dos animais, a fim de evitar ofuscamento das cores de marcação pela cor dos animais. A interpretação das marcações é fácil e permite obter diferentes informações.

As fêmeas que foram marcadas apenas por uma cor, manifestaram estro e foram cobertas ou inseminadas e deverão iniciar os partos aos 145 dias a partir do início das coberturas do período da cor que foram marcadas. As fêmeas marcadas em amarelo, pela seqüência proposta neste artigo, foram cobertas no início da estação de monta e deverão parir antes das fêmeas marcadas com uma das outras cores da seqüência. Ainda é possível identificar fêmeas que não emprenharam ao primeiro serviço ou tiveram morte embrionária/fetal durante a estação de monta, pois essas fêmeas seriam marcadas com duas cores, indicando que retornaram ao estro e foram novamente montadas/cobertas/IA. As fêmeas que ao final da estação de monta não foram marcadas por nenhuma das cores, possivelmente apresentam problemas e não emprenharam.

Com essas práticas de manejo podem-se identificar corretamente as fêmeas que manifestaram estro ou foram cobertas, as que retornaram ao estro e foram novamente identificadas ou cobertas, e as fêmeas que não manifestaram estro durante a estação de monta. Desse modo, a eficiência reprodutiva é incrementada, pois o acompanhamento é intensificado, possibilitando o controle da ciclicidade das fêmeas, suas coberturas, retornos ao estro, fêmeas mais férteis ou com problemas e não emprenharam e ainda, prever as datas possíveis para os partos.

Com estas informações o produtor pode dividir o rebanho por lotes de partos, em função das cores, desta forma propiciando maior atenção às ovelhas que vão parir em cada período, o que é fundamental para garantir a sobrevivência das crias. Contudo, além do controle reprodutivo, essas informações são indispensáveis para programação de todas as etapas do sistema de produção, de modo a garantir melhoria do desempenho zootécnico e econômico do rebanho.

Autora
Maria Emilia Franco OliveiraDoutoranda em Reprodução Animal – UNESP/FCAV

Published in: on 28/11/2008 at 20:04  Deixe um comentário  

Raças de Equinos

Veja algumas Raças nesse video

Andaluz

Origem: formada no Brasil com o cruzamento de reprodutores puro sangue lusitanos e pura raça espanhola entre si ou através de cruzamentos absorventes destes reprodutores com éguas nacionais.

Características: altura média de 1.55 m., cabeça de perfil reto ou subconvexo, orelhas médias, pescoço forte e arredondado na linha superior, garupa arredondada, com movimentos ágeis e elevados e grande predisposição para a reunião. Nobre e dócil, com temperamento muito vivo.

Aptidões: sendo fogoso, porém dócil, e tendo grande facilidade para o aprendizado, presta-se para o adestramento, passeios, enduro, hipismo rural e trabalhos com o gado.

Appaloosa

Origem: Introduzidos no Continente Americano pelos conquistadores espanhóis os Mustangs manchados de branco-salpicado nas regiões do dorso, lombo e garupa foram utilizados pelas tribos dos indígenas Nex Perce, às margens do rio Pelouse no noroeste dos E.U.A.. após a derrota dos indígenas em 1877, os cavalos foram leiloados e somente a partir de 1938 passaram a ser selecionados no Oeste dos Estados Unidos, cruzando-os com o Quarter-Horse e Puro Sangue Inglês.

Características: Altura média de 1.50m, temperamento vivo, bom caráter, cabeça com fronte ampla, perfil reto, orelhas pequenas, olhos grandes, boca pouco profunda, pescoço médio em linha superior e inferior retas. Dorso e lombo curtos e garupa levemente inclinada, espádua bem inclinada, membros fortes bem musculados, e cascos médios. Pelagem básica é o ruão, admitindo-se todas as outras, desde que as menchas preencham o padrão que envolve seis pelagens básicas: a glacial, leopardo, floco de neve, mármore, manta manchada e manta branca.

Aptidões: Corridas curtas, esportes hípicos diversos e lida com o gado.

Árabe

Origem: É uma das mais puras e antigas raças de cavalos do mundo e que praticamente entrou na formação de quase todas as raças modernas. Selecionada no deserto da Península Arábica, entre o mar Vermelho e o Golfo Pérsico, por onde vagavam algumas tribos nômades; a quem se deve a pureza sanguínea na seleção do cavalo árabe e a importância dada às éguas mães – Koheilan, Seglawi, Ibeion, Handani e Habdan, as cinco éguas que serviram de matrizes para as cinco principais linhagens que compõe a raça Árabe até os nossos dias.

Características: Cavalo com altura média de 1.50m, podendo atualmente chegar até 1.58m, possue cabeça de forma triangular com perfil concavo, orelhas pequenas, olhos grandes arredondados e muito salientes, narinas dilatadas, ganachos arredondados, boca pequena, pescoço alto e curvilíneo em sua linha superior, peito amplo, tórax amplo, dorso e lombo médios, garupa horizontal e saída de cauda alta que permanece elevada durante o movimento. Seu trote e galope são rasteiros, amplos e cadenciados, com muito garbo, tendo temperamento muito vivo e grande resistência. As pelagens básicas são alazã, castanha, tordilha e preta.

Aptidões: Pelas suas características são aptos aos esportes hípicos de salto e adestramento em categorias intermediárias, hipismo rural, enduro e trabalhos agro-pecuários.

Brasileira de Hipismo

Origem: formada no Brasil com as mais importantes linhagens européias de cavalos de salto e adestramento, tais como Hanoverana, Holsteiner, Oldenburger, Trakehner, Westfalen e Sela Francesa, através de cruzamento entre si ou com magníficos exemplares Puro Sangue Inglês da América do Sul.

Características: cavalo leve, ágil e de grande porte; com altura superior a 1.65m.; perímetro toráxico de 1.90m. e perímetro de canela de 21cm.; cabeça média de perfil reto ou subconvexo; pescoço médio bem destacado do peito e espáduas; cernelha destacada; dorso bem ligado ao lombo e a garupa; membros fortes e andamentos briosos, relativamente elevados e extensos. Possuem excelente mecânica de salto, coragem, inteligência e elegância nos movimentos. São admitidas todas as pelagens.

Aptidões: suas características o tornam apto para quaisquer modalidades de salto, adestramento, concurso completo de equitação, enduro, hipismo rural ou até mesmo atrelagem.

Campolina

Origem: Raça formada em Minas Gerais no Brasil, por Cassiano Campolina, a partir do garanhão Monarca, filho de uma égua cruzada com o garanhão Puro Sangue Andaluz-Lusitano da Coudelaria Real de Alter, pertencente ao criatório de D. Pedro II. Os descendentes de Monarca sofreram a infusão de sangue Percherão, Orloff e Oldenburguer e mais tarde do Mangalarga Marchador e Puro Sangue Inglês.

Características: Cavalo de bom porte com altura média de 1.55m, cabeça com fronte ampla, perfil retilíneo ou subconvexo, orelhas de tamanho médio, olhos médios, narinas elípticas, pescoço forte e rodado em sua linha superior, o peito amplo, dorso e lombo médios, garupa levemente inclinada com saída de cauda não muito alta, sendo admitidas todas as pelagens. Membros fortes, geralmente com posteriores atrasados, seus andamentos são a marcha batida ou picada com tríplice apoio.

Aptidões: Ideais para passeio, enduro, tração ou lida com o gado.

Crioula

Origem: foi a primeira raça sul-americana formada nos campos úmidos da Bacia do Prata, descendendo em linha direta dos cavalos ibéricos trazidos pelos espanhóis e portugueses ao longo do século XVI para as regiões que formariam a Argentina, Paraguai e Brasil.

Características: cavalo de pequeno porte, com altura média de 1.45m., muito forte e musculado, porém ágil e rápido em seus movimentos. São admitidas todas as pelagens. Cabeça de perfil reto ou convexo; orelhas pequenas; olhos expressivos; pescoço de comprimento médio ligeiramente convexo na linha superior, provido de crinas grossas; peito amplo; cernelha pouco destacada; dorso curto; lombo curto e garupa semi-obliqua; membros fortes, bem musculados e providos de cascos muito rígidos.

Aptidões: é por excelência um cavalo de trabalho, ideal na lida com o gado, para passeio e enduro, podendo ser utilizado para cobrir grandes distâncias.

Holsteiner

Origem: raça selecionada no norte da Alemanha, região de Schleswig e Holstein, através do cruzamento de garanhões Puro Sangue Inglês com éguas de grande porte existentes na região. Os antigos cavalos de Holstein sofreram inicialmente pequena infusão de sangue Oriental e Andaluz, tendo sido considerados os melhores cavalos de carruagem do mundo, pelo seu grande porte, força, andamentos elevados e flexibilidade. Posteriormente, atendendo à demanda de cavalos para os esportes hípicos, foram cruzados com garanhões Puro Sangue Inglês, Anglo-árabes e Anglo-normandos, tornando-se uma das mais importantes raças de cavalos de salto e adestramento da atualidade.

Características: cavalo de grande porte; com altura média de 1.70m.; ótima estrutura; bom caráter e temperamento; linhas harmoniosas; cabeça de comprimento médio, de preferência com perfil reto; pescoço bem lançado e levemente arredondado na linha superior; cernelha destacada; linha dorso-lombar média; garupa forte; membros fortes; com andamentos cadenciados, elevados e extensos, tendo excelente mecânica e grande potência para o salto. São admitidas todas as pelagens, porém a predominante é a castanha e a tordilha.

Aptidões: indicado para os esportes hípicos de salto e adestramento.

Mangalarga

Origem: raça formada no Brasil com o cruzamento de um cavalo de origem andaluza, da Coudelaria Real de Alter, trazido por D. João VI e presenteado ao Barão de Alfenas, Gabriel Francisco Junqueira, cruzado com éguas nacionais também de origem ibérica, trazidas pelos colonizadores. Desses cruzamentos surgiram produtos de andamentos comodos de marcha batida porém tendo grande resistência e rusticidade, que foram chamados de Mangalarga. Trazidos para São Paulo, sofreram infusões de sangue Árabe, Anglo-árabe, Puro Sangue Inglês e American Sadle Horse, que imprimiram aos novos produtos a “marcha trotada”, e, foi por essa característica que a raça Mangalarga dividiu-se em duas: Mangalarga em São Paulo e Mangalarga Marchador em Minas Gerais.

Características: cavalo de altura média de 1.55m.; cabeça de perfil reto ou subconvexo; olhos grandes; orelhas médias; pescoço de comprimento médio, musculoso; cernelha näo muito destacada; dorso näo muito curto; garupa semi obliqua; membros fortes; canelas curtas e quartelas com mediana inclinaçäo que lhe permitem uma marcha trotada sem muita elevaçäo e portanto comoda. A pelagem predominante é a alazã e castanha, sendo porém admitidas todas as outras.

Aptidões: passeio; enduro; esportes e trabalhos com o gado.

Mangalarga Marchador

Origem: a raça teve sua origem em Minas Gerais no ano de 1812 quando Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, recebeu de presente de D. Joäo VI um cavalo da Coudelaria Real de Alter, de origem andaluza. Cruzado com éguas nacionais, também de origem da Península Ibérica, porém de linhagens menos nobres, deu origem aos primeiros ‘Mangalarga Marchadores’. Selecionado para fazer grandes viagens, buscou-se aliar a comodidade a resistência e o brio.

Características: cavalo versátil, rústico, resistente, cômodo e elegante; tendo porte médio com altura de 1.54m.; cabeça de perfil retilineo ou subcôncavo; orelhas médias; pescoço piramidal forte e ligeiramente arredondado na linha superior; cernelha bem definida; peito amplo; dorso e lombo curtos; garupa horizontal; membros fortes e andamento de marcha batida ou picada, porém, ambas com momento de tríplice apoio. São admitidas todas as pelagens, porém a predominante é a tordilha.

Aptidões: passeio; enduro; esportes e trabalho com o gado.

Pura Raça Espanhola

Origem: raça típica do sul da Península Ibérica, análogo ao berbere do norte da África. É o mais antigo cavalo de sela conhecido na civilização ocidental e o mais importante na história equestre do mundo civilizado, sendo considerado como rei dos cavalos do mundo ocidental, pois entrou na formação das principais raças modernas, tais como: Puro Sangue Inglês, Hanoverana, Trakehner, Holsteiner, Lipizzanos, Quarter Horse, Appaloosa, Palomino, Crioulo, Mangalarga e Campolina entre várias outras. Foi conhecido como Cavalo Andaluz depois da invasão dos mouros e posteriormente registrado no Stud Book espanhol como Pura Raça Espanhola.

Características: possui altura média de 1,60m.; caráter nobre e dócil; temperamento fogoso e alegre tendo muita facilidade para o aprendizado. Seus movimentos são agéis, elevados, extensos e enérgicos, porém suaves, tendo grande poder de reunião.

Aptidões: suas qualidades o tornam apto a quaisquer modalidades hípicas, principalmente para o adestramento, onde executam quaisquer movimentos de “alta escola” com grande elegância e beleza, sendo também imbatíveis na lida com os touros bravos.

Puro Sangue Inglês

Origem:Raça selecionada na Inglaterra pelo cruzamento de três garanhões orientais, Beverly-Turk e Darley Arabian árabes , e Godolphin Barb de origem berbere, com éguas existentes na Inglaterra e as “Royal Mares” de origem da Península Ibérica. O objetivo da seleção do Puro Sangue Inglês era o de obter cavalos de corridas para grandes percursos. É considerada uma das raças melhoradoras e que entrou na formação das principais raças modernas de cavalos de esporte.

Características:Cavalos de muita finura, beleza e grande classe, com altura média de 1.60m, linda cabeça, perfil reto ou levemente ondulado, fronte ampla, olhos grandes, narinas elípticas e dilatadas, orelhas médias, pele fina, cernelha destacada e musculosa, dorso reto comprido e lombo curto, garupa inclinada, peito estreito e torax profundo. Espádua inclinada, membros fortes, joelhos baixos e canelas curtas. Pelagem de preferência uniforme, castanha, alazã ou tordilha.

Aptidões:Corridas planas ou com obstáculos, salto, adestramento e Concurso Completo de Equitação.

Puro Sangue Lusitano

Origem: raça típica das planícies quentes e secas do sudoeste da Península Ibérica. É o mais antigo cavalo de sela do mundo, tendo sido conhecido como Bético-lusitano, Andaluz e finalmente, a partir de 1967, por Lusitano, com a fundação do Stud Book da Raça Lusitana, posteriormente passou a chamar-se Puro Sangue Lusitano.

Características: altura média de 1.60m; cabeça com perfil subconvexo; orelhas médias e muito atentas; pescoço arredondado em sua linha superior; garupa arredondada; movimentos ágeis, elevados, briosos e extensos e com grande facilidade para a reunião. Sua pelagem predominante é a tordilha seguida da castanha, sendo admitidas a baia, alazã e a preta. sua seleção de milhares de anos lhe garante uma grande afinidade com os ginetes, muito superior a quaisquer raças modernas.

Aptidões: é um cavalo versátil cuja docilidade, agilidade e coragem lhe permitem atualmente competir em quase todas as modalidades do moderno desporto equestre: adestramento, alta escola, salto, enduro e tração ligeira, sendo no entanto imbatíveis no toureio equestre.

Quarto de Milha

Origem: Selecionada nos Estados Unidos da América, a partir dos cavalos selvagens “Mustangs” de origem berbere e árabe, introduzidos na América pelos colonizadores espanhóis. A partir de 1611, com a chegada de algumas éguas vindas da Inglaterra, cruzadas com os garanhões “Mustangs”, deu como resultado animais compactos, extremamente dóceis, muito musculosos e capazes de percorrerem pequenas distâncias com mais rapidez que quaisquer outras raças. Sua seleção foi direcionada para produzir animais de trabalho e lida com o gado, tornando-o imbatível para a condução do gado e captura de reses desgarradas, graças à sua velocidade em curtas distâncias. Atualmente cruzados com o Puro Sangue Inglês dão excelentes animais de corrida, imbatíveis nas curtas distâncias. O Quarto de Milha foi introduzido no Brasil em 1954, por iniciativa da empresa King Ranch, na região de Presidente Prudente.

Características: Cavalos muito versáteis, dóceis, rústicos e inteligentes com altura média de 1.52m, cabeça pequena, fronte ampla, perfil reto, olhos grandes e bem afastados. Pescoço piramidal com linha superior reta, dorso e lombo curtos, garupa levemente inclinada, peito profundo, membros fortes e providos de excelente musculatura.

Aptidões: Considerado um dos cavalos mais versáteis do mundo, pode ser utilizado nas corridas planas, salto, provas de rédeas, tambores, balisas, hipismo rural e lida com o gado.

Sela Francesa

Origem: raça selecionada na França, região da Normandia, através do cruzamento de garanhões Puro Sangue Inglês com éguas das antigas linhagens de sela ou trotadoras Anglo-normandas, tendo como finalidade produzir cavalos para os esportes hípicos. A denominação “Sela Francês” foi adotada a partir de 1958, permitindo reunir num mesmo livro genealógico todas as linhagens regionais de cavalos de sela da França.

Características: cavalo de muita classe; ótima estrutura; altura variando de 1.60m a 1.70m.; com bom caráter e temperamento vivo; cabeça média; de perfil reto ou subconvexo; cernelha destacada; linha dorso-lombar média; garupa forte semi-obliqua e arredondada; espaduas inclinadas; membros fortes e andamentos extensos com muita impulsão. São admitidas todas as pelagens, sendo predominante a castanha e a alazã.

Aptidões: cavalo de sela, especializado para os esportes hípicos de salto, adestramento e concurso completo de equitação.

Published in: on 11/11/2008 at 20:46  Deixe um comentário  

Caprinocultura brasileira: as evidências do censo agropecuário 2006

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em 2007 os resultados preliminares relativos ao Censo Agropecuário 2006. O último Censo Agropecuário havia sido realizado em 1996 e, desde então, não existiam no Brasil informações de caráter estrutural e abrangência nacional sobre o setor primário brasileiro. As informações divulgadas são de fundamental importância para o entendimento das transformações ocorridas na agricultura brasileira ao longo dos últimos dez anos.

A análise dos dados preliminares do Censo Agropecuário 2006 permite fazer comparações com os resultados de censos anteriores para todos os segmentos do setor primário brasileiro. Em relação ao efetivo total de caprinos, observa-se que a população caprina do Brasil passou de 6.590.646 cabeças em 1996, para 7.109.052 cabeças em 2006, o que representa um incremento de 8% no número de caprinos no período. Portanto, é notória a expansão da caprinocultura no Brasil nos últimos anos.

Ao se analisar a evolução do efetivo de caprinos por região, observa-se que a população caprina cresceu em todas as regiões brasileiras. A Região Norte, que em 1995 tinha 83.957 cabeças, em 2006 já acumulava 137.474 animais, o que representa um incremento de 64% no plantel caprino. Quanto à Região Nordeste, que em 1995 possuía 6.176.457 cabeças, em 2006 passou a abrigar 6.452.373 animais, apresentando um crescimento de 4,5% no número de animais. Ressalte-se que no Nordeste estão concentrados cerca de 91% dos caprinos do Brasil. A Região Sudeste aumentou seu rebanho caprino em, aproximadamente 30%, passando de 120.754 cabeças em 1995 para 156.862 em 2006. A Região Sul foi a região onde o número de caprinos mais aumentou em termos percentuais, passando de 151.296 animais em 1995 para 289.201 em 2006, o que representa um aumento de 91%. Também a região Centro Oeste apresentou aumento no seu efetivo total, passando de 58.182 cabeças em 1995 a 73.142 em 2006, resultando num crescimento de 26% no período. Estes resultados apontam para um aumento de importância da caprinocultura em todas as regiões brasileiras, dado que houve crescimento da atividade em todo o Brasil.

Ainda de acordo com os dados preliminares do Censo Agropecuário 2006, as 7.109.052 cabeças de caprinos existentes no Brasil estavam distribuídas em 286.553 estabelecimentos. Estes dados apontam para o fato de que a criação de caprinos no Brasil é uma atividade exercida por pequenos produtores e, servem para confirmar a importância social da caprinocultura, visto que o número médio de animais por estabelecimento no Brasil é de 25 animais. Dos estabelecimentos que criavam caprinos 249.700, isto é, 87% estão situados na Região Nordeste, que apresenta uma média de 26 caprinos por propriedade. Nas Regiões Sul e Sudeste existem, respectivamente, 18.314 e 10.075, estabelecimentos que criam caprinos, o que dá uma média de 16 animais por propriedade para ambas regiões, número inferior à média nacional, mostrando ainda mais que a criação de caprinos é uma atividade de pequenos produtores nestas regiões. Os 5.302 estabelecimentos da Região Norte que criam caprinos apresentam uma média de 26 animais por propriedade. No Centro Oeste existem 3.162 o que resulta numa média de 23 animais por propriedade.

Isto posto, pode-se notar que a despeito do crescimento da atividade em outras regiões, a caprinocultura brasileira continua, ao longo dos anos, mais concentrada na Região Nordeste, tanto em termos de efetivo de rebanho como em termos de estabelecimentos. Ou seja, o Nordeste concentra 91% do rebanho caprino brasileiro e 87% dos estabelecimentos que criam estes pequenos ruminantes. Vislumbra-se também, a importância social da criação de caprinos no Brasil, visto que esta é uma típica de pequenos produtores. Deste modo, torna-se imprescindível que os formuladores de políticas de desenvolvimento para o Brasil dispensem uma atenção especial para a caprinocultura, dado o significativo apelo social da atividade. Portanto, políticas voltadas para esta atividade são imprescindíveis e necessárias para o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira.

Autor
Espedito Cezário Martins
Pesquisador da Embrapa Caprinos

Published in: on 08/11/2008 at 20:26  Deixe um comentário  

Confinamanto

Published in: on 07/11/2008 at 20:20  Deixe um comentário  

Exterior dos Bovinos

Para que possamos julgar um animal e classificá-lo de acordo com a definição de raça ou com a sua finalidade zootécnica, é necessário basicamente, que tenhamos conhecimento das características da raça, segundo os padrões estabelecidos, e um conceito amplo do exterior desse animal como representante do tipo que se tem em vista.

Em um julgamento devemos analisar as características que permitem um bom desempenho produtivo e funcional do animal. Na produtividade o ideal seria avaliar diretamente os genes envolvidos, como isso não é possível, avaliamos a sua expressão, através do exterior do animal, como por exemplo, comprimento e distribuição dos músculos. Na funcionalidade, também seria ideal analisarmos a fisiologia dos órgãos e sistemas envolvidos, já que não é possível, analisamos então, o exterior das regiões onde estão localizados estes órgãos e verificando, por exemplo, se eles estão bem acomodados.
Veja algumas imagens mostrando como se divide o corpo dos bovinos.

Clique na imagem para ampliar



Published in: on 01/11/2008 at 12:01  Deixe um comentário  

Raças de Bovinos de Leite

Ayrshire

Origem
A raça Ayrshire é proveniente da Escócia, descende do gado dos condados de Ayr e Lanark. No melhoramento da raça, que se iniciou em 1750, a Ayrshire recebeu sangue de várias raças especializadas, entre elas o Holandês. É criada na Escócia, Irlanda e arredores de algumas cidades inglesas, Estados Unidos, entre outros países pelo mundo.

Características
A aptidão dominante da raça Ayrshire é leiteira, sua pelagem é malhada de vermelho, bem definido. Produz em média 3,900 kg de leite por lactação. Seu leite apresenta matéria seca alta, sendo próprio à fabricação de queijos. Na Grã-Bretanha, sua produção é praticamente destinada para a produção de queijos.
Associação Nacional de Criadores de Herd Book Collares
Rua Anchieta, 2043
Pelotas – RS CEP 96015-420
Fone: (0**53) 222-4576

Holandesa

Origem
Originária dos Países Baixos a raça holandesa é o resultado de uma série de cruzamentos entre bovinos de diversas regiões da Europa.

Características
A raça holandesa é universalmente conhecida como a de maior potencial para produção de leite. Apresenta pelagem branca e preta ou branca e vermelha. Seu úbere possui grande capacidade e boa conformação. As novilhas podem ter sua primeira cria por volta dos dois anos de idade. Os bezerros nascem com 38 kg em média.

Associação Brasileira de Criadores da Raça Holandesa
Av. Diógenes Ribeiro de Lima, 3063 – Alto da Lapa
São Paulo – SP CEP 05083-010
Fone: (0**11)831-0384

Pardo suíça

Origem
O gado Pardo Suíço, constitui uma das raças bovinas mais antigas. Teve origem 1800 anos antes de Cristo. É proveniente do sudeste da Suíça, sendo disseminada em todos os países vizinhos.

Características
De pelagem parda clara a cinzenta escura, as vacas Pardo Suíças apresentam ventre desenvolvido, sustentando um úbere típico de gado leiteiro, com tetas de tamanho médio, bem colocadas. A aptidão predominante é a leiteira, mas também possui uma boa capacidade para produção de carne. As novilhas são cobertas aos 2 1/2 anos. Nos cruzamentos, transmite com grande fidelidade seus atributos, sendo às vezes difícil distinguir um animal 3/4 de um puro, não só pela conformação e pelagem como também pelas aptidões econômicas. Linhagens específicas para carne estão sendo desenvolvidas produzindo resultados satisfatórios.

Associação Brasileira de Criadores de Gado Pardo Suíço
Av. Francisco Matarazzo 455, sala 27
Caixa Interna: 13 São Paulo – SP CEP 05001-900
Fone: (0**11) 3871-1018 Fax: (0**11) 3862-5308

Girolando

Origem
Para a formação do Girolando é usado 5/8 holandês + 3/8 Gir, onde é possível conjugar a rusticidade do Gir e a produção do holandês, adicionando ainda características desejáveis das duas raças em um único tipo de animal, atribuindo um desempenho econômico muito satisfatório. Estes cruzamentos surgiram em meados da década de 40.

Características
Responsável por 80% do leite produzido no Brasil, é evidente, a afinidade do Girolando com o tipo de exploração, propriedades, mercado e o produtor nacional. O bezerra Girolando ao nascer pesa em média 35 kg. A docilidade de sua mãe juntamente com outras qualidades maternais, torna sua raça a mais utilizada como receptora de embrião em nosso país.

Associação Brasileira dos Criadores de Girolando Rua Orlando Vieira do Nascimento, 74Uberaba – MGCEP 38040 – 280Fone/ Fax: (0**34) 336 – 3111

Gir leiteiro

Origem
A raça Gir é proveniente da Índia, ao sul da península de Catiavar e largamente criada no interior do continente. É uma raça mista, produtora de carne e com boa aptidão leiteira.

Características
No passado, muitos criadores deram importância exclusiva a caracteres raciais, de menor importância econômica; depois, evoluíram para a seleção de rebanhos e linhagens dotados de maior capacidade produtiva, tanto para carne como para leite. As qualidades leiteiras das vacas são bastante pronunciadas. Tenta-se a seleção de uma variedade leiteira. Em alguns rebanhos a produção é regular em regime de meia estabulação. São vantajosos cruzamentos do Gir com raças leiteira mais especializadas, como, por exemplo, a Holandesa. O bezerro é pequeno, mas muito resistente.

Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro Rua Pirapitinga 322, sala 106 Belo Horizonte – MG
Fone: (0**31)225-411

Guernsey

Origem
É originário da ilha de Guernsey. Admite-se a hipótese de que seja derivado do cruzamento do gado Bretão com o Normando. O Guernsey é um gado que goza de muita popularidade, tendo sido exportado para a Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Brasil e outros países .

Características
A Vaca Guernsey possui uma conformação tipicamente leiteira. Com um úbere grande, bem conformado e irrigado, é especializada na produção de leite gordo, por isso, classificada como raça manteigueira. É considerada mais rústica que a Jersey. Sua longevidade é notável, servindo na reprodução até avançada idade. Nos cruzamentos revela grande prepotência na transmissão de suas qualidades. Sua criação tem sido recomendada ao lado de vacas de leite magro para operar misturas de compensação.

Associação Brasileira de Criadores de Gado GuernseyRua Alegria do Castro Neves, 54 Sto Agostinho – Salvador BA,
CEP 40255-240Fone: (0**71) 233-243 ramal 28.

Jersey

Origem
Originário da pequena ilha de Jersey, formada há séculos, pelo cruzamento de animais provenientes da Normandia e da Bretanha. É uma raça criada em quase todo o mundo, inclusive no Brasil .

Características
Apresentam uma estatura baixa, de 115 a 120 cm nas vacas. O úbere é quadrado, bem irrigado, volumoso, com tetas pequenas e espaçadas. Seu leite é o mais apreciado para a produção de manteiga. Produz em média 3.300 kg de leite com 5,0% de gordura. É a mais precoce das vacas leiteiras. Em geral a primeira cobertura é feita dos 15 aos 18 meses de idade. Sua longevidade é também bastante grande. Nas regiões tropicais mostra elevada tolerância ao calor. É popular em quase todos os países produtores de lacticínios. No Brasil, aclima-se com facilidade na maioria dos estados.

Associação Brasileira dos Criadores de Gado Jersey
Av. Francisco Matarazzo, 455 Pq.
Água Branca Casa do Fazendeiro, sala 21
São Paulo – SP CEP 05031-900
Fone: (0**11) 262-0588 Fax: (0**11) 262-8101.

Normando

Origem
É uma raça bastante antiga, originária na Normandia, na França. Seu melhoramento e livros de registros são relativamente recentes.

Características
A raça Normanda possui aptidão predominante para o leite. Sua pelagem é malhada com fundo do amarelo claro até o escuro. As novilhas dão a primeira cria entre 2 1/2 a 3 anos de idade e os machos começam a servir em torno de 12 meses de idade. Ao nascer, os bezerros pesam em média 45 kg. Os animais da raça Normanda não se desenvolveram bem no Brasil. Possui temperamento dócil e é indicada para fazendas mistas, em regime de meia estabulação. No cruzamento com raças zebuinas, o gado Normando dá mestiços rústicos, de crescimento rápido, pesados, produtores de carne de boa qualidade.

Associação Nacional dos Criadores de Normando
Rua Anchieta, 2043
Pelotas – RS CEP 96015-420
Fone: (0**53) 22-4576 Fax: (0**53) 25-2773

Pitangueiras

Origem
Por volta da Segunda Guerra Mundial, o Grupo Anglo, empresa de destaque na criação de bovinos ao redor do mundo iniciou um processo de criação de uma raça híbrida entre Taurinos e Zebuínos. O Red Poll, considerado uma raça de dupla aptidão, cruzado com o indiano Guzerá, que já havia passado por um melhoramento genético visando a produção de leite. Os produtos 5/8 Red Poll e 3/8 Guzerá, cruzados com animais com o mesmo grau de sangue, deram origem aos bi-mestiços Pitangueiras. O nome da raça veio da cidade de Pitangueiras, próximo de Ribeirão Preto onde foi desenvolvido, tradição do meio pecuário.

Características
O gado Pitangueiras se caracteriza pela pelagem vermelha uniforme. È geneticamente mocho e apto para a dupla aptidão ( carne e leite ). Ao nascer os machos pesam cerca de 35 kg e as fêmeas 33 kg, chegando aos 12 meses com 220 kg e 205 kg respectivamente. Os novilhos destinados ao abate atingem cerca de 450 kg aos 3 anos, em regime de pasto. A média de produção de leite em grandes rebanhos é de 10 a 15 kg por dia. O leite é bastante rico em gordura, com 4 a 5 % de gordura, herança do Guzerá. A média em 300 dias de lactação por animal gira em torno de 4000 a 5000 kg de leite.

Associação Brasileira de Criadores de PitangueirasAvenida Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca
São Paulo – SP CEP 05001-900
Fone:(0**11) 3872 0905

Published in: on 31/10/2008 at 9:58  Deixe um comentário  

Raças de Bovinos de Corte

ABERDEEN ANGUS

Origem
Os criadores da região de Angus e do condado de Aberdeen no oeste e nordeste da Escócia empenharam-se na formação da raça, daí o nome Aberdeen Angus. Foi reconhecida oficialmente em 1835.

Características
A raça Aberdeen Angus é de porte grande, pesando as vacas de 600 a 700 kg, e os touros, de 800 a 900 kg. Em média, as novilhas dão a primeira cria aos dois anos. Os bezerros nascem pequenos, em comparação com os de outras raças britânicas, mas crescem rapidamente. Os machos nascem, aproximadamente, com 28 kg e as fêmeas com 26 kg. Sua carne apresenta boa marmorização (gordura entremeada bem distribuída) e rendimento de carcaça elevado.Devido à qualidade da carne, à eficiência na conversão de alimentos, ao elevado rendimento de carcaça e por ser mocho, a raça Angus é muito apreciada para cruzamentos. Sua adaptabilidade permitiu a introdução e difusão em muitos países do mundo, onde ocupa um papel importante na produção de novilhos de corte.

Associação Brasileira de Aberdeen Angus
Rua Luciano de Abreu, 266 Porto Alegre – RS 90570-060
Fone: (051)222-3927 / (051)395-3222

BELGIAN BLUE

Origem
Originou-se na Bélgica central, formado pelo cruzamento do gado nativo da região com o gado de Shorthorn, importado da Inglaterra de 1850 à 1890. Corresponde quase à metade do rebanho Belga. É cogitada a presença do sangue da raça charolesa na formação do Belgian Blue. A raça Belgian Blue é relativamente nova na América do Norte e América do Sul, mas está ganhando aceitação rapidamente pelos criadores.

Características
Em princípio, a raça foi dividida em duas linhagens, uma para produção de leite e a outra para a produção de carne. A seleção para a musculatura prevaleceu, sendo que hoje a raça é selecionada basicamente para a produção de carne. O Belgian Blue não é um animal grande, apresenta linhas arredondadas e músculos proeminentes. O ombro, quarto traseiro, lombo e anca são muito musculosos. A pelagem é de coloração composta de branco, azul e às vezes negro. A cesariana, no parto de vacas Belgian Blue é freqüentemente necessária.

Aos 12 meses de idade os machos apresentam uma média de peso de 470 kg e altura de 1,20m, já as fêmeas 370 kg e 1,15 m de altura. Aos 24 meses os machos chegam a 770 kg e 1,35 m e as fêmeas 500 kg e 1,20 m. As características de carcaça do Belgian Blue são substancialmente transmitidas quando a raça é usada em cruzamentos comerciais, isto explica o crescente uso da raça em cruzamento terminal, não só pelas características da carcaça como também pelo potencial de crescimento.

Com relação à carcaça, os animais tiveram menos cobertura de gordura em relação as raças Hereford e Angus. Os animais Belgian Blue também mostraram 16% a menos de marmoreio e maior área de olho de lombo, de acordo com os novos padrões de carne magra.

BLONDE D’AQUITAINE

Origem
É originária dos montes Pirineus, em terrenos pedregosos e de pastagens muito pobres. Isso lhe confere boa rusticidade. Suporta tanto frio quanto o calor intenso, o que é comum naquela região.

Características
Originariamente a raça Blonde D’Aquitaine é considerada de aptidão mista, trabalho e corte. Atualmente, o sistema de manejo busca a especialização para o corte que predominou em virtude das crescentes exportações e da implantação de rebanhos Blonde D’Aquitaine nas regiões do centro e do oeste da França. O Blonde foi introduzido no Brasil em 1972 na exposição de Esteio-RS, anos mais tarde foram feitas as primeiras importações de animais puros o que permitiu a formação do atual rebanho puro existente no país.

Associação Brasileira de Criadores de Blonde D’AquitaineAv. 15 de Novembro, 279 Curitiba PR – CEP 80020-921
Fone/fax: (041) 2251697 / (041) 263 – 4035 / (017) 631 – 3277

BRAFORD

Origem
O Braford, nasceu do cruzamento de vacas Brahman e touros Hereford – Brahman. A raça Braford é aproximadamente 3/8 Brahman e 5/8 Hereford. Na década de 80 a Associação de Criadores de Hereford e a EMBRAPA-Bagé/RS introduziram a raça Braford no Brasil, tornando-se raça registrada em 1993. Atingiu um grande nível de expansão pelo país. O Braford, existe em todos os países de pecuária extensiva relevante. É presença atuante na Austrália, Argentina, África do Sul, EUA e Brasil.

Características
As características marcantes da raça Braford são precocidade, temperamento dócil e velocidade de ganho de peso do Hereford com a resistência, rusticidade e longevidade do Brahman.

Associação de Criadores de Hereford/Braford
Rua General Osório, 1094 Bagé – RS CEP 96400-100
Fone/fax: (053) 242-4164

BRAHMAN

Origem
Nos Estados Unidos, o gado de origem indiana recebe o nome de Brahman. Surgiu do cruzamento das raças Nelore, Guzerá, Gir, Valley e Sindi. A despreocupação do criador americano em relação à raça, visando uma melhor seleção econômica, levou o gado Brahman a ser uma mescla de raças indianas altamente produtiva; hoje encontram-se rebanhos que cobrem extensas áreas do sul dos EUA, onde predominam o calor e terras úmidas.

Características
É um gado exclusivamente dedicado à produção de carne, apropriado para cruzamentos com as raças européias. As raças Santa Gertrudis, Braford e Brangus originaram-se desses cruzamentos. O Brahman é considerado de tamanho intermediário entre as raças de corte. Os touros pesam geralmente de 720 a 990 quilos e as vacas de 450 a 630 quilos. Os bezerros são pequenos no nascimento, pesando de 30 a 40 quilos. As cores predominantes no Brahman têm tonalidades cinza claro, vermelho e preto.

Associação dos Criadores de Brahman do Brasil
Fone: (034) 3367326
Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110 Parque Fernando Costa
Uberaba – MG, CEP 38022-330
Fone: (034) 336-3306 Fax: (034) 336-2282

BRANGUS

Origem
É uma raça de corte, mocha, formada no sul dos EUA. O Brangus tem 5/8 de sangue Angus e 3/8 de sangue Brahman.

Características
Tem como caraterísticas principais a rusticidade do Brahman e a precocidade do Angus.

Associação Brasileira de Brangus
Rua Américo Carlos da Costa n º 320
Campo Grande – MS CEP 79080-170
Fone: (067)742-3811

BRAVON

Origem
Com a grande procura de raças e animais para cruzamento industrial no Brasil, a Associação Brasileira de Criadores de Devon decidiu desenvolver uma raça sintética, que aliasse as características do Devon às qualidades do Nelore: o Bravon.

Características
A raça Bravon consegue unir a precocidade, fertilidade, habilidade materna e qualidade de carcaça da raça Devon, com as características preponderantes do Nelore: rusticidade, adaptabilidade, longevidade, resistência a endo e ectoparasitas. O Bravon está sendo desenvolvido com sucesso no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná e Bahia.

CANCHIM

Origem
O Canchim é uma raça originada no Brasil. A raça foi desenvolvida a partir de 1940 pelo técnico Teixeira Vianna, na Fazenda Canchim, do Ministério da Agricultura, em São Carlos (SP), através de cruzamentos entre touros Charoleses e vacas zebus Indubrasil. É adaptado às nossas condições de pasto e clima. É excelente produtor de carne e está espalhado por todo o país. Seu sangue tem 5/8 Charolês e 3/8 Zebu.

Características
Seu comportamento dócil e sua pelagem baia ou amarela brilhante, em diversas tonalidades, associado às mucosas rosadas ou escuras, são suas características marcantes. Precoce, rústico e resistente ao calor, esse animal é um ótimo produtor de carne; seu rendimento de carcaça chega a 60%. O peso médio dos bezerros ao nascer é acima de 34Kg, atingindo 353 kg aos 18 meses e 410 kg aos 24. Em cruzamentos com vacas zebus produz mestiços pesados e precoces, muito convenientes para os nossos sistemas de criação e de engorda.

Associação Brasileira dos Criadores de Canchim
Av. Francisco Matarazzo, 455 Pq.
Água Branca Prédio do Fazendeiro, sala 14
São Paulo-SP CEP 05001-900
Fone:(011)3873-3099 Fax: (011)3873-1891 http://www.canchim.com.br

CHAROLÊS

Origem
O Charolês é um gado que surgiu na França, onde está difundido por todo o país. Seu nome deriva da antiga província francesa de Charolles. Sua extraordinária produção de carne fez com que esse gado se espalhasse por todo o mundo apesar de ter sido, em sua origem, um gado de tripla aptidão (carne, trabalho e leite). No Brasil é usado principalmente na formação do gado Canchim.

Características
O Charolês é recomendado para a produção de mestiços destinados ao corte. Os novilhos comuns rendem no abate de 58 a 62%, tendo a carcaça boa distribuição de gordura. É excelente ganhador de peso em confinamento. Seu peso na idade adulta é de 600 a 800 kg nas vacas e 800 a 1.100 kg nos machos adultos. A pelagem é branca ou creme, uniforme.Suas mucosas são róseas.

Associação Paranaense de Criadores de Charolês
Caixa Postal: 19 Glevelândia PR CEP 85530-000
Fone: (046)252-1940 / (046)252-1940

Associação Brasileira de Criadores de Charolês
Rua Alberto Pascoalini, 25 4º andar, sala 404
Santa Maria – RS CEP 97015-010
Fone: (055) 2227822 Fax: (055) 2227619

CHIANINA

Origem
A raça Chianina tem sua origem na Itália, numa região de grande variedade de solos de planície, colinas e áreas montanhosas. Era inicialmente utilizado como animal de tração sendo ainda hoje utilizado para esse fim em pequenas propriedades italianas. É pouco conhecida fora da Itália. Sua introdução em nosso País, deve-se a criadores interessados em cruzá-la com o Zebu.

Características
É caracterizado pela pelagem branca porcelana, contorno dos olhos e a vassoura da cauda com pelos negros. O focinho, os chifres e as unhas são pretos. É hoje uma das maiores raças bovinas do mundo, podendo os machos alcançar até 1,80 m de altura. Tourinhos de 12 meses de idade chegam a pesar entre 400 e 550 kg, os adultos normalmente ultrapassam 1.200kg.

É um gado que se mostra superior a outras raças quando comparado o ganho de peso e a proporção de crescimento após a desmama. Sua precocidade possibilita o abate aos 18-24 meses de idade, em regime de pasto suplementado. De crescimento rápido, grande musculatura e robusta constituição, dá rendimentos de carcaça de 54 a 61%, conforme a idade e o acabamento.

No Brasil, o gado Chianino é apreciado para cruzamentos, especialmente com o Nelore, para a produção de novilhos precoces e pesados. Os bezerros nascem grande, com 40 a 50 quilos; aos seis meses, estão com 260 kg os machos e 225 kg as fêmeas. A boa fertilidade e a grande longevidade (nas fêmeas e nos reprodutores) são outras características da raça. A carne apresenta ausência de gordura entre as fibras e com leve proporção de gordura subcutânea.

Associação Brasileira de Criadores de Chianina
Av. Francisco Matarazo,455 Pq. Água Branca Casa do Fazendeiro,
sala 15 São Paulo SP CEP 05031-900
Fone:(021)627-1422 / (011) 262-6044 Fax: (011)262-6859

CARACU

Origem
O gado Caracu tem sua origem muito discutida. Dizem que sua procedência é o antigo gado Minhoto e Alentejo, bovinos portugueses trazidos para o Brasil na época colonial. É um gado extremamente rústico, que vive e se reproduz mesmo em pastagens de má qualidade. O Caracu produz leite e carne e é adequado para tração, mas deixa muito a desejar quando comparado a raças especializadas. Vem sendo muito utilizado para cruzamento industrial.

Características
Inicialmente, foi encarado como um boi de corte, embora sempre fosse reconhecido como excelente animal de trabalho. Depois, procurou-se o desempenho de três funções econômicas: produção de carne, leite e tração, com interesse especial nas duas primeiras. Possui pelagem amarela (alaranjada uniforme) variando na tonalidade. O couro é de espessura média, macio e solto. As mucosas ao redor dos olhos são desprovidas de pigmentos. Sexualmente, é um pouco tardio. Extremamente rústico, graças à sua longa adaptação ao nosso país, é bastante resistente às moléstias endêmicas e a ectoparasitas.

Associação Brasileira de Criadores de Caracu
Rua Vicente Machado1322, sala101
Caixa Postal: 162 Palmas – PR CEP 85555-000
Fone: (046)263-1632

CARABAO OU ROSILHO

Origem
O búfalo Carabao ou Rosilho existente no Pará, principalmente na Ilha de Marajó, é originário do sudoeste da Ásia e foi introduzido no Brasil em 1890. O Carabao é de fácil manejo, bom para o trabalho e para a produção de carne.

Características
De pelagem rosilha ou castanha, com extremidades dos membros e partes do pescoço mais claras ou brancas. O Carabao nasce, em média, com 35 kg. Os machos adultos atingem até 800 kg, enquanto que as fêmeas até 600 kg. Seu corpo é musculoso, cilíndrico, sem depressões. Seus membros são vigorosos, relativamente leves e corretamente aprumados. É um animal bom para o corte e para trabalho (tração e sela). Como transpira somente pelo focinho, sente bastante as temperaturas elevadas e por isso gosta de mergulhar em rios, lagos, tanques e áreas pantanosas.

Associação Brasileira de Criadores de Búfalos
Av. Francisco Matarazzo, 455 – Pq. Água Branca
São Paulo – SPCEP 05031-900
Fone: 0**11 263-4455 fax. 0**11 263-4905

DEVON

Origem
De origem Britânica, mais precisamente das montanhas do condado de Devon e Sommerset na Inglaterra, este gado é considerado de tripla aptidão, carne, leite e trabalho. Porém nos demais países onde foi introduzida, é um animal essencialmente produtor de carne. Fora da Inglaterra, cria-se o Devon na América do Norte, Rodésia, Colônia do Cabo, Argentina, Nova Zelândia, Uruguai e Brasil.

Características
Muito apto à engorda, com um rendimento de carcaça bastante elevado, que chega a atingir 70%. Sua carne é das melhores, tendo a gordura bem distribuída, entremeada. Seu peso médio adulto é de 500kg nas fêmeas adultas e entre 600 a 800 kg nos machos com uma estatura de 1,25 m e 1,40m, respectivamente. É caracterizado pela pelagem vermelha uniforme e chifres cor de cera, com as pontas escuras. Prestam-se ao regime extensivo, mesmo em terrenos acidentados.

Associação Brasileira de Criadores de Devon
Rua Anchieta, 2043 Pelotas – RS 96015-420
Fone: (053)222-4576 Fax: (053)227-8556

GIR

Origem
A raça Gir que temos hoje no Brasil corresponde fielmente ao gado Gir encontrado ao sul da península de Catiavar na Índia, de onde procede. É uma raça de dupla aptidão, voltada ao mercado de carnes e produção de leite. Seleções vem sendo feitas, dando resultados ótimos na produção de leite. No passado, muitos criadores deram importância exclusiva a caracteres raciais, de menor importância econômica; depois, evoluíram para a seleção de rebanhos e linhagens com maior capacidade produtiva, tanto para carne como para leite.

Características
As qualidades leiteiras das vacas são bastante pronunciadas, o que beneficia o desenvolvimento do bezerro. Tenta-se a seleção de uma variedade leiteira. Em alguns rebanhos a produção é regular em regime de semi-estabulação. Para isso seria vantajoso formar uma nova raça cruzando o Gir com uma raça leiteira bem adaptada, como, por exemplo, a Holandesa. O bezerro é pequeno, mas muito resistente. Às vezes encontra dificuldade em mamar devido à grossura exagerada das tetas. Quando adulto, atinge cerca de 500kg nas fêmeas e 800kg nos machos. Um grande defeito no Gir, é seu prepúcio muito baixo, que favorece o aparecimento de feridas, podendo inutilizar o reprodutor.

Associação Brasileira de Criadores de Gir do Brasil
Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110 bloco 01
Uberaba MG, CEP 38022-330 Fone/fax: (034) 336-5845

Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110Parque Fernando Costa
Uberaba – MG, CEP 38022-330
Fone: (034) 336-3306 Fax: (034) 336-2282

GUZERÁ

Origem
O gado Guzerá já esteve a ponto de desaparecer no Brasil, mas graças a alguns criadores que acreditaram em seu potencial, tomou forças sendo hoje a terceira raça zebuína com maior número de animais no Brasil. O Guzerá é natural da Índia, principalmente ao norte da península de Catiavar. A raça desenvolveu-se em terras humosas e férteis, de clima extremamente quente e úmido. É uma das maiores raças indianas. Caracteriza-se por ser uma raça produtora de carne, mas também se mostra bem adaptado como gado de trabalho e de leite.

Características
Como os demais zebus introduzidos no Brasil, a finalidade do Guzerá foi a produção de carne. Tem a pelagem cinzenta prateada, quase preta com várias tonalidades e peso adulto em torno de 600kg nas fêmeas e 900kg nos machos. Apresentam boa rusticidade, resistência a parasitas, alta capacidade de caminhar longas distâncias em busca de água e de alimentos. Podem ser criados em pastagens relativamente grosseiras.

Associação Brasileira de Criadores de Guzerá
Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110, bloco 01 Uberaba MG,
CEP 38022-330 Fone: (034) 336-1995

Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110
Parque Fernando Costa Uberaba – MG, CEP 38022-330
Fone: (034) 336-3306 Fax: (034) 336-2282

HEREFORD

Origem
A raça formou-se no condado de Hereford, Inglaterra, sobre terras onduladas e vales férteis. Seu melhoramento genético foi voltado para a qualidade da carne. Gado de clima frio, atualmente é encontrado nos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Argentina, Uruguai e sul do Brasil. Sua aptidão para produção de carne (podem chegar ao abate aos 18-20 meses de idade) e sua fácil adaptação a pastos mais grosseiros, são as características que fazem a raça Hereford famosa.

Características
O Hereford pode ser superado pelo Shorthorn em precocidade, mas leva vantagem na qualidade da carne, rusticidade e reprodução. Seu peso chega a 540kg nas fêmeas e 850kg nos machos. Sua carcaça se distingue pela gordura entremeada bem distribuída, dando aos cortes um aspecto marmorizado. O rendimento de carcaça é alto.

O cruzamento com o zebu, dá ótimos mestiços em conformação e precocidade. Não é adaptado a pastagens grosseiras, porque é uma raça de crescimento rápido e precisa encontrar no pasto os elementos necessários ao desenvolvimento normal. Suas qualidades leiteiras são apenas suficientes para o bezerro. As vacas procriam com regularidade, quando adequadamente nutridas. No Brasil, cria-se desde o Rio Grande do Sul até a Bahia, sendo uma das raças de corte européias que melhor suportam o clima tropical. É muito difundida no Rio Grande do Sul e Uruguai; em diversos países constitui o grosso da criação de gado de corte.

Associação dos Criadores de Hereford/Braford
Rua General Osório, 1094 Bagé – RS CEP 96400-100
Fone/fax: (053) 242-4164

INDUBRASIL

Origem
O Indubrasil surgiu na região do triângulo mineiro, resultado do cruzamento quase que espontâneo das raças Gir, Guzerá e, em menor proporção, Nelore. A idéia principal era de unir as boas qualidades de cada, numa única raça nacional. O gado Indubrasil, ocupa atualmente o quarto lugar entre as principais raças de origem indiana criadas no Brasil. Teve a sua época áurea entre os anos 1920 e 1935. A partir de 1940 os criadores voltaram suas criações para as raças puras indianas e o gado Indubrasil começou a perder terreno até se encontrar no atual estágio. A aptidão econômica desse gado é a produção de carne. Se encontra rebanhos no sul da Bahia, norte de Minas e em Goiás.

Características
As aptidões e qualidades se assemelham muito às das outras raças zebuínas. Todavia, como é uma raça originária de cruzamentos relativamente recentes, sem muita homogeneidade, não apresenta os mesmos resultados de produção. Se criadores cessarem os cruzamentos e fizerem uma seleção bem orientada, é possível que se torne uma raça altamente produtiva. É um gado pesado chegando 700kg nas fêmeas 1000 kg nos machos mais forte, em geral seus rendimentos são menores.

Associação Nacional dos Criadores de InduBrasil
(034) 319-3889 / 336-4400

Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110
Parque Fernando Costa Uberaba – MG, CEP 38022-330
Fone: (034) 336-3306 Fax: (034) 336-2282

LIMOUSIN

Origem
A raça Limousin é uma raça de corte originada há mais de 7.000 anos na região de Limoges na França. Os criadores souberam selecionar a raça, que se tornou uma das mais eficientes do mundo.

Características
Os cruzamentos de Limousin com Zebu são abatidos precocemente em relação às outras raças. Seu rendimento de carcaça atinge facilmente 65 %. Portanto dependendo do manejo nutricional e sanitário fornecido aos animais, consegue-se tranqüilamente abater animais cruzados com Limousin com idade média de 13 meses, chegando-se a um peso entre 15 e 16 arrobas. A idade média ao primeiro serviço gira em torno de 15 meses quando a novilha atinge peso e maturidade fisiológica ideais ao início da vida reprodutiva, desde que tenha um manejo adequado. O peso médio de nascimento dos bezerros Limousin é 36 kg.

Associação Brasileira de Criadores de Limousin
Av. Tiradentes, 6275 Parque Governador Ney Braga
Londrina – PR, CEP 86072-360
Fone: (043) 338-6465 Fax: (043) 338-5371

MARCHIGIANA

Origem
Os bovinos de raça Marchigiana foram introduzidos na Itália, depois do século V, trazidos pelas populações bárbaras, que após a queda do Império Romano invadiram a Península. Resultaram de cruzamentos de bovinos Pullesa e Romanos, com os Chiana. Encontra-se principalmente nas províncias de Ancona, Macerata, Abruzzos, Benevento, Lacio, Campania entre outras regiões do centro-sul da Itália.

Características
Voltado para a produção de carne, o Marchigiana é um gado que se justifica pela alta velocidade de ganho de peso, precocidade, comprimento, grande caixa e alto desenvolvimento das massas muscular, perfeito para corte. Cruzamentos do bovino Marchigiano com raças zebuínas mostraram uma produção de carne excelente chegando ao abate com 18-24 meses de idade. A pelagem do Marchigiano é cinza claro, quase branco, mais escura na vassoura da cauda, nas orelhas e ao redor dos olhos.

Os bezerros nascem bem pesados, com 40 a 50 kg, e apresentam crescimento rápido. Novilhos de corte, com 14 a 16 meses, bem alimentados com concentrados, podem pesar até 550 quilos, com rendimento médio da carcaça de 62%. O gado aproveita muito bem os alimentos e responde ao arraçoamento, isso o torna muito apreciado para o sistema de confinamento. A Marchigiana, como outras raças italianas e ao contrário das variedades britânicas, tem sua carne magra, macia, de ótima ossatura e coloração.

Associação Brasileira de Criadores de Marchigiana
Av. Francisco Matarazzo, 455 Pq. da Água Branca
Prédio do Fazendeiro, andar térreo São Paulo SP
CEP 05001-900 Fone/fax: (011) 3862-2279/3862-9365

NELORE

Origem
Originário da Índia, é constituído por um importante grupo de raças, dentre as quais se sobressaem a Hariana e a Ongole. O berço da raça Ongole é a região do mesmo nome, no Estado de Madras. Esta região compreende Ongole, Guntur, Nelore, Venukonda e Kandantur. Grande número de animais puros são encontrados nessa região. No passado o Ongole foi exportado em grande escala para a América tropical e outros países, com a finalidade de melhorar o gado nativo, através de cruzamentos.

Características
A raça Nelore é essencialmente produtora de carne. Dentre as variedades trazidas da Índia, é a que vem sofrendo mais seleção, objetivando a obtenção de novilhos para corte. Tem a seu favor uma boa conformação, cabeça pequena e leve, ossatura fina e leve, e alcança bom desenvolvimento. Os bezerros Nelore são sadios, fortes, espertos e, horas depois do parto, já se deslocam com o rebanho. A perda de bezerros é mínima, bastante inferior à de outras raças indianas, dada a sua natural rusticidade. Experimentos demonstraram que o Nelore pode oferecer carcaças com 16,5 arrobas, aos 26 meses de idade e rendimento de 50 a 55%, quando alimentado em pastagem.

Associação dos Criadores de Nelore do Brasil
Rua Riachuelo, 231, sobreloja São Paulo SP, CEP 01007-906
Fone: (011) 3107-0972 / (034) 336-3160 Fax: (011) 3105-1705

Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110 Parque Fernando Costa
Uberaba – MG, CEP 38022-330
Fone: (034) 336-3306 Fax: (034) 336-2282

Associação Mineira de Criadores de Nelore
Av. Amazonas, 6020, Belo Horizonte – MG
CEP 30510-000 Fone: 31-3714216

ROMAGNOLO

Origem
Raça italiana antiga, cujo melhoramento teve início em 1800. Apresenta duas variedades: a “de planície”, maior e mais precoce, boa produtora de carne e a “de montanha”, preferida para o trabalho.

Características
O gado Romagnolo é produtor de carne, com crescimento rápido e bom ganho de peso. Ao nascer, as fêmeas pesam de 40 a 45 kg e os machos de 45 a 51 kg. Aos dois anos de idade, as fêmeas pesam de 500 a 550 kg e os machos mais de 700 kg, desde que bem alimentados. Na idade adulta as fêmeas atingem cerca de 640 kg e os machos 1.100 kg. A carne é de boa qualidade, saborosa, marmorizada, macia e de fibra fina. O rendimento da carcaça, em animais bem preparados, varia de 58% a 60% nos novilhos e de 55 a 60% nos bois e vacas. As cruzas com zebuínos dão origem a novilhos pesados.

SANTA GERTRUDIS

Origem
Teoricamente, o Santa Gertrudis possuí 5/8 de sangue Shorthorn e 3/8 de sangue Brahman, o que criou uma raça que se adaptou muito bem ao calor, mas que exige boas pastagens. O Santa GertrudisGertrudis é um vencedor na maioria das provas de ganho de peso nos EUA. No Brasil o Santa GertrudisGertrudis também se mostrou um gado bem adaptado. Características Os bezerros desmamam com um peso de 195 kg e aos oito meses já pesam 225 kg.. O peso dos animais adultos é 650 kg nas vacas e 900 kg nos touros. É provável que, num futuro próximo, o Santa Gertrudis desempenhe um importante papel na produção de novilhos de corte no Brasil Central com o cruzamento com a vacas Zebu. Os meio-sangue Santa GertrudisGertrudis, além de melhor conformados, atingem mais de 300 kg com um ano.

AB de Santa GertrudisGertrudis
Av. Francisco Matarazzo, 455 Casa do Fazendeiro,
sala 11São Paulo – SP CEP 05001-900
Fone: (011) 263-2322 Fax: (011)263-2561

SIMENTAL

Origem
De origem Suíça, o gado Simental atualmente é encontrado com facilidade em grande parte da Alemanha, Áustria, Iugoslávia, Hungria e Itália.É um animal que se adapta muito bem a regiões montanhosas. Houve sempre por parte dos criadores uma preocupação de mantê-lo puro, evitando a introdução de raças exóticas, o que nem sempre foi possível. Dentro da Suíça, surgiram diversas variedades que só desapareceram quando a do vale do Simmen passou a fornecer reprodutores para as outras regiões, absorvendo os tipos primitivos.

Características
Embora o gado Simental seja considerado em sua terra uma raça mista para leite, carne e trabalho. Nos últimos vinte anos a seleção evoluiu para a criação de animais dotados de maior precocidade, menor altura e maiores produções de leite e carne. Os machos entram na reprodução dos 10 aos 13 meses de idade e as fêmeas dão a primeira cria entre os 30 e 36 meses de idade. O peso ao nascer é de 42 kg para as fêmeas e 50 kg para os machos. O peso médio na idade adulta é de 750 kg nas vacas e 1.050 kg nos touros.

Como animal de corte, o Simental apresenta crescimento rápido e corpo com boa musculatura, sem tendência a acumular excesso de gordura subcutânea, ao passo que a gordura intramuscular é bem desenvolvida, dando boa consistência e coloração às fibras musculares. As carcaças, nas diversas categorias de animais de abate, dão rendimentos de 60 a 65 %. Quando cruzado com o gado zebu, produz mestiços pesados.

Associação Brasileira de Criadores de Simbrasil e Simental
Rua Romanelli, 23 Bairro Gilberto MachadoCachoeira
do Itapemirim – ES, CEP 29303-260
Fone: (027)521-5666 Fax: (027) 521-0570

SHORTHORN

Origem
O Shorthorn é um gado essencialmente de corte, muito antigo e de origem inglesa. Existe em muitos países como Argentina, EUA, Canadá, México, França, Alemanha, Austrália e Nova Zelândia. Seu melhoramento vem sendo feito há mais de 200 anos, resultando num rebanho muito precoce. No Brasil essa raça não teve um bom aproveitamento, já que o clima tropical não agradou o gado e suas exigências para as pastagens são muito fortes. Existem criadores na Inglaterra que utilizam o Shorthorn para exploração de carne, outros para a exploração de leite.

Características
O Shorthorn é um gado de corte altamente especializado, distinguindo-se pela sua precocidade e engorda rápida. Sua aptidão à engorda é excepcional, porém a qualidade da carne é pouco apreciada, porque a distribuição da gordura não é bem feita. Quando bem gordos, dão um rendimento elevado, que atinge de 68 a 72%. Seu peso adulto varia entre 500 kg a 600 Kg nas vacas e 800 kg a 900 kg nos touros. É um gado muito exigente, especialmente no primeiro ano. Pouco rústico, não se adapta aos climas quentes e pastos secundários, porém é inigualável em pastagens superiores. A fecundidade não é muito grande, o que obriga o criador a freqüentes aquisições de reprodutores. Em cruzamento com vacas zebus tem dado bons mestiços, porém é menos recomendável que o Hereford e o Angus, que tem dado melhores resultados.

PIEMONTÊS

Origem
O gado Piemontês é originário da região alpina do norte da Itália denominada Piemonte. No seu sangue estão o Zebu e o gado nativo da região. Em 1886 os fazendeiros italianos notaram desenvolvimento de traços da característica conhecida como musculatura dupla, e logo reconheceram a vantagem para produção de carne. Somente 2% dos animais que ingressam no centro genético italiano, são aprovados para serem doadores de sêmen.

Características
O gado Piemontês atual é o melhor exemplo da característica de dupla musculatura, com ossos e pele fina. Como resultado o Piemontês tem o melhor rendimento de carcaça e melhor porcentagem de cortes de todas as raças. O Piemontês é uma raça moderna. Sua produção de carne é diferenciada porque agrada os consumidores e atende as exigências dos produtores. Há tendências que no futuro dominarão as raças (como Piemontês) que apresentem bom rendimento a qualquer idade, precocidade, alta conversão alimentar e produzem carne com baixo teor de gordura. A habilidade materna e uma boa produção de leite, são também características dominantes nas fêmeas mestiças.

Associação Brasileira de Criadores de Piemontês
Caixa Posta, 1037 CEP 18701-990 Avaré – SP
Fone/fax: (014) 722-4118

TABAPUÃ

Origem
Esse gado se assemelha bastante ao Brahman quanto à sua composição racial. É predominantemente Nelore, com algumas características do Guzerá. Recebeu seu nome devido ao município em que se formou. É a primeira variedade zebuína mocha.

Características
É crescente o aumento do interesse pelo gado mocho em face às vantagens que apresenta na estabulação e transporte. Os criadores não estão preocupados com características raciais super valorizadas, como ocorreu com outras raças. Por isso, seu melhoramento tem caráter estritamente econômico, ou seja, preocupa-se apenas em desenvolver um animal com maior precocidade, ganho de peso e rendimento de carcaça. Alguns criadores procuram orientar a seleção visando uma raça de dupla aptidão. Como produtor de carne, o mocho já tem demonstrado seu potencial nas provas de ganho de peso. Como produtor de leite, vem respondendo de maneira surpreendente aos estímulos da seleção zootécnica.

Associação Brasileira de Criadores Tabapuã
Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110, bloco 01
Uberaba – MG, CEP 38022-330
Fone: (034)336-3900 ramal 327

Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110
Parque Fernando Costa Uberaba – MG, CEP 38022-330
Fone: (034) 336-3306 Fax: (034) 336-2282

Published in: on 31/10/2008 at 9:39  Deixe um comentário  

Zootecnia

A zootecnia é a ciência aplicada que trata da adaptação dos animais domésticos ao ambiente criatório e deste aos animais com fins econômicos. É também a arte de criar animais. Como ciência deriva diretamente da biologia como uma zoologia aplicada, pois ao conhecimento biológico do animal se aplicam os princípios da economia. Pode-se definir zootecnia como produção animal e seu objetivo como “produzir o máximo, no menor tempo possível, sempre visando lucro, tendo em conta o bem estar animal”.

História

A primeira referência ao termo aparece em 1843 no Cours d’Agriculture de Adrien Étienne Pierre, o Conde de Gasparin, que o fez derivar dos radicais gregos ζωον, zoon (animal) e τέχνη, techne (tratado sobre uma arte). O Conde foi o primeiro a reconhecer na arte de criar animais um objeto próprio da ciência e independente da agricultura, criando para ela uma cátedra desde a fundação do Instituto Agronômico de Versalhes em 1848. Já em 1849 o naturalista (biólogo) Emile Baudement ocupou a nova cátedra e começou a formular o corpo de doutrinas com base científica e a ensinar a Zootecnia.

No Brasil a zootecnia foi ensinada como disciplina especial nos cursos de agronomia até 1966 quando foi criado, na PUC de Uruguaiana, RS, o primeiro curso de graduação em Zootecnia. A profissão foi regulamentada em 4 de dezembro de 1968 pela lei federal nº 5.550. Quem se forma no curso de zootecnia recebe o título acadêmico-profissional de zootecnista. Segundo esta lei, podem exercer a Zootecnia,o graduado em Zootecnia, Medicina Veterinária e o graduado em Agronomia, “sendo estes 2 últimos apenas conhecedores dos processos de uma criação real de animais não oferecendo de fato conhecimentos aplicados na área de zootecnia”, conforme trasncrito a seguir:

“Art. 2º Só é permitido o exercício da profissão de zootecnista:

a) ao portador de diploma expedido por escola de zootecnista oficial ou reconhecida e registrado na Diretoria do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura;

b) ao profissional diplomado no estrangeiro, que haja revalidado e registrado seu diploma no Brasil, na forma da legislação em vigor; c) graduados em agronomia e medicina veterinária

Divisões

A zootecnia tem dois grandes corpos de conhecimento, um fundamentador, a zootecnia geral, que reúne teorias e princípios aplicados a todos os animais domésticos englobando disciplinas como nutrição,produção animal,melhoramento genético,anatomia, fisiologia, genética, climatologia, higiene e profilaxia e etologia. O outro grande corpo de conhecimento, a zootecnia especial, estuda a criação de cada um dos animais domésticos: bovinocultura, avicultura, suinocultura, ovinocultura, equinocultura, caprinocultura, apicultura, aquacultura, sericicultura e cunicultura. além de estudar também os animais silvestres, visando tanto criação como conservação de espécies.

Published in: on 27/10/2008 at 23:44  Deixe um comentário  
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